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Catadores vão à luta contra incinerador em Mauá – SP

por Setor de Comunicação MNCR publicado 13/12/2019 15h10, última modificação 13/12/2019 16h00
Categoria participou de audiência pública e questionou instalação perante os órgãos ambientais.

Catadores ligados ao MNCR no ABC Paulista realizaram no dia 12 de dezembro uma manifestação no centro da cidade de Mauá contra a construção de um incinerador de lixo na cidade. O empreendimento da empresa Lara, dona do aterro sanitário da cidade e do contrato de coleta de lixo municipal, queimaria resíduos vindos de várias cidades da região e do litoral paulista. As cidade de Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Intahaém, Juquiá, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, além de Mauá podem enviar os resíduos para queima, totalizando cerca de 3 mil toneladas dia, com operação 24 horas por dia.
“Esse lixo vai prejudicar todas as cidade da região, vai prejudicar a saúde dos moradores, pois a queima emite dioxinas e furanos. É indecente esse projeto de queimar lixo”, declarou Francisca Araújo, catadora e liderança do MNCR na região. Em marcha pelo centro da cidade catadoras e catadores denunciaram a situação para a população do movimento centro, onde distribuíram panfletos e recolheram abaixo assinado contra a queima dos resíduos.
A promessa da empresa é gerar energia a partir da queima dos resíduos, no entanto, a planta tem capacidade de apenas 80 MW de geração, muito abaixo das usinas hidrelétricas que abastecem a região por valores menores e menor impacto ambiental. 

A manifestação dos Catadores seguiu pelo Paço Municipal até o Teatro de Mauá onde foi realizada audiência pública para licenciamento do incinerador, etapa legal para implantação do empreendimento. Durante a audiência pública a categoria questionou a ilegalidade do empreendimento por não cumprir a hierarquia de tratamentos estabelecida pela Lei 12.305/2010 que obriga a redução, recuperação, reciclagem e só depois de esgotadas essas etapas é que entra a recuperação energética e destinação final. O incinerador inverte a ordem de prioridades e prejudica o sistema de coleta seletiva e a reciclagem que em Mauá e na região não chega a 1% de aproveitamento.

Audiência
O público presente na audiência estava bem dividido. Muitas pessoas foram pagas para comparecer e apoiar a empresa, além de funcionários públicos e subordinados da empresa Lara. Esse público vaiava ou tentava atrapalhar as falas e questionamentos contrários a incineração de lixo. No entanto, os Catadores não se intimidaram. Foram enfáticos em rejeitar a tecnologia obsoleta da incineração se utilizando de argumentos e dados relevantes. Especialistas, educadores e membros da comunidade local também expressaram preocupação com a queima de lixo, se colocando contrários ao Presidente da empresa Lara e dos técnicos contratados por ela que se revesaram no microfone.

Secretário ameaça
A declaração oficial da prefeitura municipal de Mauá ficou para o final da audiência e demostrou a preocupação da administração municipal com o resultado da audiência. O representante da Prefeitura de Mauá, mostrando descontrole, tomou a palavra para xingar adversários políticos presentes na plateia com grande grosseria e chegou a ameaçar membros da Cooperativa CooperCata por serem contrários ao empreendimento de incineração. O secretário insinuou que pode prejudicar o grupo de esta em vias de assinar contrato de prestação de serviços com a Prefeitura depois de 6 anos de negociação.

Cobertura da TVT

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